Chegou agora o tempo de dar a conhecer o Porto Colheita Branco 1986: um Porto Branco de uma única colheita, que envelheceu discretamente durante quase quarenta anos em casco de madeira de castanho, sendo o Colheita Branco mais antigo alguma vez lançado pela Quevedo

Produzido num ano particularmente simbólico para o Douro, este Colheita pertence a uma geração que acompanhou uma transformação profunda na região. “Este é um vinho que traz consigo a magia de um mundo novo”, acrescenta Óscar Quevedo, Owner & Chief Friendologist da Quevedo. Foi produzido num momento em que o Douro começou a mudar: quando Portugal entrou na Comunidade Económica Europeia e abriu caminho para que produtores como nós passassem a engarrafar e exportar os seus vinhos com o seu próprio nome, dando início a uma nova fase de afirmação para muitas casas familiares. De certa forma, este Colheita carrega consigo o início dessa nova era.”

Ao longo de décadas, este vinho evoluiu lentamente em casco de castanho, ganhando concentração, complexidade aromática e uma textura envolvente. Foi Cláudia Quevedo quem o acompanhou de perto ao longo deste percurso, assegurando a sua estabilidade e preservando o equilíbrio entre frescura e maturidade. Com o conhecimento de quem o viu transformar-se ao longo do tempo, reconheceu o momento certo para o revelar.

“Este vinho é muito especial para mim: tinha 10 anos quando foi feito, e acompanhá-lo ao longo do tempo deu-lhe ainda mais significado. Impressiona pela riqueza aromática, pelo volume que preenche a boca e, sobretudo, pela forma como permanece – longo, persistente – muito depois de ser provado. É um vinho que pede tempo, para ser apreciado com calma”, explica Cláudia.

Hoje, este Colheita tão especial apresenta um equilíbrio raro entre maturidade, profundidade aromática e frescura – características que distinguem os grandes Portos Brancos envelhecidos

Envelhecido durante quase quatro décadas em casco de madeira de castanho de 550 litros, o Colheita Branco 1986 revela o tipo de transformação que só o tempo permite. A oxidação lenta foi moldando o vinho com precisão, dando origem a uma profundidade aromática e a uma complexidade raras.

No copo, apresenta uma cor dourada intensa, quase luminosa. No nariz, abre com notas de compota de laranja, marmelada e fruta cristalizada, evoluindo depois para registos mais profundos de mel e caramelo. À medida que respira, surgem nuances subtis de frutos secos tostados – avelã, amêndoa – que acrescentam elegância e camadas ao conjunto.

Na boca, entra amplo e envolvente, com uma textura sedosa que se expande pelo palato. A acidez, firme e precisa, equilibra a doçura e mantém o vinho vibrante, prolongando a prova num final longo, persistente e cheio de detalhes. Com 19,5% de volume alcoólico e cerca de 116 g/L de açúcar residual, mantém uma frescura notável, que sustenta a sua energia e sofisticação.

O ano de 1986 trouxe um verão longo e seco ao Douro, favorecendo uma maturação lenta e concentrada. As chuvas de meados de setembro vieram equilibrar o ciclo, permitindo às uvas atingir um ponto de maturação particularmente harmonioso.

Fermentado em lagares tradicionais de granito com pisa a pé, seguindo os métodos clássicos da região, o vinho iniciou depois um longo estágio em casco, onde evoluiu de forma contínua ao longo de décadas. Já na fase final, antes do engarrafamento, foi acompanhado de perto, com provas regulares e ajustes mínimos, de forma a preservar a sua identidade e garantir um equilíbrio preciso no momento da passagem à garrafa.

Pela sua profundidade aromática e complexidade, o Colheita Branco 1986 acompanha particularmente bem sobremesas cítricas, doçaria tradicional portuguesa e queijos curados. Pode também ser apreciado a solo, como um vinho de contemplação.

Quevedo White Colheita 1986 tem o preço de €235,00.