Enóloga Susana pinho

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Portugal tem vinhos fabulosos, que se podem equiparar em termos de qualidade aos melhores vinhos da Argentina, Chile, França, Austrália, entre outros

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Susana pinho, enóloga, natural de Coimbra despertou para o mundo do vinho durante o estágio final de curso que realizou na Estação Vitivinícola da Bairrada. Achou bastante interessante o controlo de qualidade a ter com os vinhos. Depois no ano seguinte, surgiu a oportunidade de ir trabalhar para as Caves do Solar de São Domingos. Então a partir daí, tudo começou a fazer mais sentido e finalmente percebeu que era a área onde queria trabalhar no futuro.

Qual o seu percurso profissional nesta área?

Desde 2002 que trabalho nas caves. Inicialmente como técnica de laboratório e depois em 2004, como técnica de enologia. Em 2010, passei a ser a responsável pela enologia da empresa. Também desde 2004, que faço parte integrante da Câmara de provadores da Comissão Vitivinícola da Bairrada. Durante estes anos também tenho frequentado várias formações na área de vinhos e aguardentes.

Qual foi o seu maior desafio desde que teve início a sua atividade nesta área? 

O meu maior desafio foi em 2010, quando passei a ser a responsável pela enologia da empresa.

Na sua opinião o que deveria ser alterado na postura de alguns dos restaurantes e hotéis relativamente ao serviço de vinhos?

Na minha opinião, acho que o serviço de vinhos tem vindo a melhorar consideravelmente. Começa a haver preocupação em possuir uma maior diversidade de vinhos para dar a degustar, para satisfazer um leque mais alargado de consumidores, bem como já se escolhe um copo adequado ao vinho a servir. O que continua a faltar melhorar, é a temperatura de serviço dos mesmos.

O que acha da evolução dos vinhos Portugueses em termos de penetração no mercado mundial?

Portugal tem vinhos fabulosos, que se podem equiparar em termos de qualidade aos melhores vinhos da Argentina, Chile, França, Austrália, entre outros. No entanto, ainda poucos dos nossos vinhos são reconhecidos, e apesar do potencial evidente no mercado mundial, esta é uma evolução que ainda vai demorar o seu tempo a dar frutos. Talvez falte dinâmica e associativismo entre os vários produtores para minimizar as barreiras burocráticas existentes, de forma a facilitar a entrada e a continuidade nesses mercados.

Que história, pelo absurdo e/ou interessante, tem desde que iniciou a sua atividade? 

Curiosamente, não tenho nenhuma história absurda a relatar desde que iniciei a minha atividade. Quanto a histórias interessantes já houve algumas mas agora não me lembro de nenhuma em particular.

Qual o vinho que teve oportunidade de provar que mais o surpreendeu e de que país? 

Os vinhos que mais me surpreenderam foram os vinhos brancos da Alsácia, que tive a oportunidade de provar em Bordéus, na Vinexpo.

Qual o restaurante que lhe proporcionou uma experiência inesquecível e porquê?

Tenho dois restaurantes de eleição até aos dias de hoje. Um aqui bem perto, o Magnum no Espaço Inovação em Oliveira do Bairro, pela cuidada e criteriosa confeção de todos os pratos que apresenta, sempre com muita qualidade e que mantem sempre o mesmo sabor dia após dia. O outro, o restaurante do The Yeatman, no Porto, porque consegue aliar a confeção de pratos diversificados, muitíssimo deliciosos e com uma apresentação indescritível, a um serviço de vinhos exemplar.

por Mário  Rodrigues

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