Enólogo Anselmo Mendes

publicado em: Culto Do Vinho, Vinhos | 0

Todos na sua família são agricultores e desde criança que gosta da agricultura

Fotos de Anabela Trindade

Anselmo Mendes, natural de Monção, todos na sua família são agricultores. Desde criança que gosta da agricultura. Foi estudar para Agronomia em Lisboa e foi aí que cultivou mais o  interesse pelo vinho.

– Qual o seu percurso profissional nesta área?
Estagiei no Porto, um ano na Comissão dos Vinhos Verdes, em 1987/88. Entrei para a Soc. Vinhos Borges em 1988, e aí estive como responsável da enologia e viticultura até 1998. A partir de 1998, passei a ser consultor em várias empresas. Contudo, desde 1992, já era consultor em part-time de alguns projectos no Douro e Alvarinho.

– Qual foi o seu maior desafio desde que teve início a sua atividade nesta área?
Foi começar a estudar a casta Alvarinho e a sua fermentação em madeira desde 1988 em propriedade da família. Outro grande desafio foi em 1998 começar a produção própria de Alvarinho.

– Na sua opinião o que deveria ser alterado na postura de alguns dos restaurantes e hotéis relativamente ao serviço de vinhos?
Melhorar a formação dos empregados de mesa, dando-lhe mais conhecimento sobre vinhos. Elaboração de cartas e utilização de copos adequados.

– O que acha da evolução dos vinhos Portugueses em termos de penetração no mercado mundial?
Os vinhos portugueses ainda têm baixa notoriedade no mercado mundial. Será necessário conjugar os esforços das comissões vitivinícolas com a ViniPortugal com uma só estratégia e orientação.

– Que história, pelo absurdo e/ou interessante, tem desde que iniciou a sua atividade?
Foi passado alguns anos (+/- 20 anos) ter provado Alvarinhos de experiências minhas e perceber que esta casta envelhece muito bem.

– Qual o vinho que teve oportunidade de provar que mais o surpreendeu e de que país?
Foi um Pinot Noir 2004, Quinta da Neve, do sul do Brasil (Sta Catarina /Serra Catarinense).

– Qual o restaurante que lhe proporcionou uma experiência inesquecível e porquê?
 Lion D’Or, em Bordéus.

por Mário Rodrigues

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